Tours Exotiques discovering the Andes
|
Messages




Os Animais de Poder
3. A Roda da Medicina Xamanica nos Andes
Animais de Poder
Nos Andes temos uma diversidade de animais, e desde entao que alguns sao mais representativos que
outros. Os amautas se identificaram com alguns deles como se fossem os animais regentes se
tornando em arquetipos para o ordenamento de seus palácios, templos e até cidades. Qosqo foi a
cidade sagrada onde esses arquetipos foram muito bem plasmados.
Alguns animais de poder se diferenciaram dos animais que ideologicamente representavam ao povo; é
assim que temos dois grupos de animais muito bem diferenciados por suas funçoes, mensagens,
símbolos e grau de importancia. Sem dúvida, cada animal tem a sua importancia no ecossistema de
nosso mundo, mas o ser humano em todos os tempos teve a sua preferencia por alguns deles.
Nos Andes, os animais por privilégio mais respeitados foram os que se tornaram emblemas e
guardiaes físicos e energéticos de templos e palácios. Há outros que também foram íconos
importantes para as celebraçoes populares, como o “preá” e o “sapo”.
A antropologia ao tratar de interpretar desde um ponto de vista mental a trascendencia desses animais
de categorias menores e de reverencia popular, tem cometido erros ao anunciar que puderam ser
mais trascendentais que os animais de categoria divina-superior, como o Puma, o Kóndor, a Serpente,
etc. Uma prática popular ou maioritária nao representa necessariamente a síntese de um
conhecimento mais puro ou científico; se fosse assim, as práticas populares já nos teriam levado a
destinos mais favoráveis ou de progresso. No decorrer de nossa
história, o popular tem sido modificado, mas o iniciático se mantém por geraçoes e eones de tempo; já
que a verdade interior é a verdade última.
No mundo esotérico nao existe maior realidade, nem melhor caminho sagrado que aqueles que
encontramos na disciplina da meditaçao. Esta nos leva a encontrar Paz, tanto em nosso Interior como
no mundo que nos rodea. Em algumas disciplinas de investigaçao muitos antropólogos tem encontrado
sua própria limitaçao ao nao se permitir ir no profundo de seu Ser e descobrir que o mundo externo é
tao somente o mundo da forma; e pretender que o externo seja a realidade pura, é um erro. Nao se
pode pretender entender o espírito através de uma perspectiva mental, comparativa ou justificativa; no
sagrado o único que conta é a linguagem da alma.
Qualquer arquetipo é somente um símbolo de ordenamento. Nao existe arquetipo que seja comparado
com a eternidade do espírito. Mas vou tentar com uma linguagem temporal explicar alguns deles, em
todo o caso, os mais representativos do mundo andino.
Do livro: "Centros de Poder en los Andes"
Por: Mallku


