WAKAS - ALTARES INKA
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discovering the Andes
AMARU MACHAY, A Caverna das Serpentes

Importante Centro Cerimonial conhecido também como Laqo.

Se encontra em direçao Norte da Waka chamada Kusilluchayoc. È uma grande apariçao
caliza do tipo Yunkaypata e pertence ao parque arqueológico de Saqsaywaman. Junto a
essa Waka encontramos uma variedade de assentos, de suqanqas, observatórios
astronomicos, mesas e cavernas cerimoniais.

Há uma frequencia ritual nesse lugar. Podemos encontrar um rosto fascinante, altares e na
parte superior a maskaypacha ( um chapéu ritual) usada pelos líderes superiores.
A água como elemento sagrado está presente em quase todos os centros cerimoniais.
Pode-se viajar no tempo e imaginar que antes de se chegar às Wakas mais importantes os
peregrinos deveriam receber algum banho ritual para estarem limpos para serem dignos de
entrar na Casa da Pachamama ou templos de Wiraqocha.

Há lugares nesse centro de alta frequencia, pontos de meditaçao e de iniciaçao, como
machay ou caverna cerimonial. Aqui encontramos altares, lugares de observaçao solar,
lugares para oferendas, tronos iniciáticos e a presença de restos de canais, o que indica
que a água era conduzida até este lugar com fins rituais.

A pessoa preparada e com disciplinas de mantralizaçao poderá experimentar o que é uma
viagem interdimensional ao encontrar a frequencia rítmica ótima deste lugar.
Toda esta área guarda lugares com a finalidade ritual e de preparaçao para os grandes
momentos da vida de qualquer indivíduo, sempre e quando, com respeito e abertura
desejem acessar à dimensao do sagrado.
PUKA PUKARA ou TAMBO MACHAY       

Puka Pukara significa “ Fortaleza Vermelha” de acordo com a história clássica ou
convencional. Pode-se dizer que esse nome nao tem relaçao com o que encontramos nesse
lugar. Primeiro porque a Sociedade Inka poderosa naquele tempo e com um território
gigantesco nao construiria uma fortaleza minúscula e a poucos kilometros de sua capital.
Também porque neste lugar se encontram evidencias de fontes de água, o que indica que
suas funçoes eram as de servir a uma  populaçao possivelmente flutuante. Em direçao a
Oeste encontramos a estrada separada deste lugar, mas com segurança, em seu tempo
estava tudo unido, nao somente por caminhos senao também por uma rede de canais
trabalhados que se encontram  na colina. A última rede de canal chega até Puka Pukara.

Na época Inka se construiu uma diversidade de centros de descanso de diversos tamanhos
que foram chamados Tambos (Tanpus) ou lugares de paradas obrigatórias seja para
controlar ou prover de alimentos, roupas e outros elementos necessários  próprios das
viagens controladas de seus habitantes.

O nome de Puka Pukara nao coincide com a funçao deste lugar. Ao se fazer um estudo
minuscioso das estruturas deste lugar se encontram fundamentos de habitaçoes, fontes
d`água, uma Waka principal, terraços, pátios, uma grande plataforma de onde pode-se ver
um cenário de 360* e os picos do Apu Ausangate.

A origem do nome Tambo Machay: de acordo com a quantidade de habitaçoes
(quartos) nos indica que foi um tambo e em direçao a Nordeste existe uma caverna ou
machay. Esta denominaçao tem a ver mais com a funçao deste lugar e nao a de uma
fortaleza.
TAMBO MACHAY ou T’ INPUQ PUKYU

A menos de um kilometro de distancia do centro arqueológico Puka Pukara se
encontra a Waka atualmente chamada Tambo Machay. Se relacionamos esse
lugar com o seu nome nao encontramos os elementos que justifiquem sua
denominaçao de Tambo ou lugar de descanso, pois nao há evidencias de
habitaçoes e menos ainda de uma caverna ou Machay. A nao ser pela
insinuaçao de socavaçao que se encontra na parte alta à esquerda dos
quatros nichos maiores, mesmo estando separada relativamente deste lugar.
Assim mesmo poderíamos atribuir que este é o “ machay”, faltando as
habitaçoes próprias de um “ tambo”. Há investigadores que reivindicam o real
nome deste lugar.

Atualmente se encontram nesse local tres terraços que servem de suporte
para todas as estruturas construídas nessa área, como: muros do tipo
imperial, portas, nichos, fontes e um trono.

Sao quatro nichos e um terraço central, onde existe o nascimento de uma
fonte d’água. No terraço inferior há um nicho maior que os anteriores e com o
terraço central formam uma dupla, simbolizando a polaridade.

De uma maneira sábia os arquitetos deste lugar guiaram o curso d’água. A
partir do terraço central a água desce verticalmente criando certa força. Seu
curso é dividido em duas canaletas e estas desembocam em uma poça. Isso
nos mostra o interesse dos amautas em criar a complementariedade em todos
os instantes da vida. As duas correntes que teriam os valores masculino e
feminino se unem em uma poça ou recipiente para se tornarem um: já que o
equilíbrio na vida se dá quando há uma perfeita comunhao entre os opostos.  
Toda esta Waka nos mostra o cuidado que tiveram com a água, como elemento
vital, nao somente por seu caráter funcional na nutriçao do ser humano, senao
por seu significado e açao imediata tratando-se de um elemento de
purificaçao. Ademais, esta Waka está orientada em direçao a Leste, o que
reafirma a sua importancia cerimonial e a razao pela qual a identificamos como
um altar dedicado ao culto da água.

Se vemos que a água é o mais representativo nesta Waka e quando esta
aparece ou brota do solo ou da rocha é chamada “ PUKYU”, nos faz pensar a
respeito do nome deste centro. Agora, quando a água se precipita produzindo
um som de ebuliçao, a açao é chamada “ T’ INPUQ”. A combinaçao dos dois
nomes seria “ T’ INPUQ PUKYU”, concluindo entao que assim deveria ser
reconhecida esta Waka.

Em seu muro principal situado no terraço central encontramos uma variedade
de formas: desde uma serpente até uma flor de sete pétalas. Talvez existam
outras formas como um quebra-cabeças se utilizamos a imaginaçao.
Em direçao a Leste das fontes se levanta uma plataforma que pareceria uma
torre, um lugar de observaçao ou ponto de comunicaçao com o sítio chamado
Puka Pukara.