| VALE SAGRADO DOS INKAS Este vale como sagrado nao existiria sem a presença do Rio Willkamayu ou Willkanota que quer dizer Rio Sagrado. Esse rio nasce como resultante dos desgelos e pequenos afluentes em um lugar denominado La Raya sobre os 4330 metros de altitude. Este ponto geográfico está coroado pelo nevado Chimboya, de uma altura de 5489 msnm e localizado no limite que une os territórios que contem o Lago Sagrado Titikaka e a cidade Puma de Cusco. É o sítio de Uniao Sagrada das Cordilheiras que vem do Sul, o Nudo de Vilkanota, aonde se juntam para formarem um majestoso vale. Aqui encontramos o Rio Willkamayu ( Willkanota) ou Rio Sagrado que fertiliza e cria cenários paradisíacos. Se localizamos o início deste vale na Raya e seu caminho entre os canyons de Machu Picchu e a Selva de la Convención estabeleceremos uma distancia de aproximadamente 400 kilometros. Este Rio segue o seu curso em direçao ao Norte mas nao cruza com a cidade de Cusco por um defeito geográfico e continua seu curso crescendo e irrigando todo o vale que se abre em seu caminho. Neste Vale se instalaram os Inkas construindo povos e centros de poder de caráter especial. O trajeto do Rio Sagrado tem uma forma muito irregular: começando no Sul, vai em direçao ao Norte, e no meio da selva peruana se desvia em direçao a Leste, entrando no Brasil para desembocar depois no Atlantico. Este Rio recebe o nome de Rio Urubamba porque passa pela província de mesmo nome. Entre os povos, observatórios e restos Inkas de maior importancia temos de Sul a Norte: Pisac, Unu Urku, Yucay, Urubamba, Ollantaytambo, Machu Picchu, outros lugares no decorrer do Rio Urubamba, sítios arqueológicos do caminho Inka, Moray e Chinchero. |
| VALLE SAGRADO DOS INKAS |

| Tours Exotiques discovering the Andes |
| PISAC Pisac é uma cidade ordenada na montanha com bairros e terraços adaptados perfeitamente a esta geografia exuberante. A grande quantidade de terraços indicam o cuidado que tinham para com a terra e o que esta produz. Os Inkas haviam elaborado um plano para combinar as diferentes artes e técnicas a fim de que estas fossem realmente funcionais em sua diversidade. A parte urbana foi distribuída em toda a colina, inclusive o cemitério foi adaptado em um lugar conveniente e altamente energético ( a posiçao das tumbas: estao orientadas a Leste) para que nao prejudicasse áreas urbanas ou de agricultura. O ordenamento dos centros cerimoniais é especial em relaçao aos alinhamentos astronomicos para o qual os sábios criaram um medidor solar in situ na rocha. Esta grande rocha está envolvida por um muro quase circular com a mesma altura da porta, permitindo a visualizaçao da altura do cercado que o rodeava e a entrada dos raios do Sol , projetando sombras para que os amautas pudessem realizar seus estudos maiores sobre o tempo. Na área sagrada localizamos a presença de fontes e o símbolo horizontal de uma única peça. Os arquitetos criaram uma distribuiçao cardenal localizando no centro o medidor do Intiwatana, e em direçao Leste, Oeste, Norte e Sul outros recintos ou altares, o que sugere, em conjunto, uma cruz como a constelaçao da Cruz do Sul. |
| UNU ORQO Esta é uma Waka muito importante por ser uma grande rocha com símbolos e um recinto circular. Se encontra no povo de Urku, passando Calca no Vale Sagrado. O recinto circular tem uma porta grande, oito nichos e duas janelas. É pelas janelas que podemos fazer cálculos astronomicos, especialmente no por-do-sol no solstício de junho. Essa estrutura por ser circular se transforma em um espaço de cerimonias e estudos estelares. A uns metros descendo, encontramos outros recintos. Um deles foi o principal quase destruído e é esse que permite o acesso fácil até a grande rocha, que constitui a Waka desse Centro de Poder. Há trabalhos na mesma rocha como um canal que nos sugere ser uma serpente, terminando com uma cabeça de felino. |
| OLLANTAYTAMBO, CENTRO TELÚRICO E DO SOL Este é um dos santuários que tem preservado em seus muros uma herança iniciática de transcendencia. Desde as ruas na cidade atual com seus vestígios de arquitetura Inka até seus templos e observatórios astronomicos nos dizem de uma época de qualidade de vida e de interesse pelos segredos do céu. De uma maneira genial os amautas planificaram o urbanismo desse povo com: canais, praças, depósitos, jardins, altares, templos, medidores astronomicos,etc. Antes de avançar em direçao aos templos e como sinal de respeito aos nossos antepassados devemos dirigir-nos às fontes cerimoniais para receber um banho simbólico e logo, tocar esse solo sagrado. Há um recinto dedicado à água cercado com quatro paredes e suas portas que guardam em seu interior uma fonte. Esse local representava o espaço de recepçao dos discípulos e peregrinos. Ao redor desse centro há outras fontes expostas e trabalhadas na mesma rocha. Após passar por uma pequena ponte pode-se visualizar outra fonte a qual preserva símbolos transcendentais. A estrutura dessa fonte nos ensina a maneira de usá-la. Ao aproximar-se o discípulo tiraria seus sapatos e desceria até a base retangular da poça. Em seguida, de joelhos, faria uma reverencia e se ajeitaria para receber a água em sua cabeça sendo uma forma de batismo e de purificaçao. A base onde cai a água forma uma cruz quadrada. Há símbolos dentro de símbolos. Há uma convergencia de forças neste lugar que é um chamado à nossa mente para ampliar sua percepçao sobre a vida e auto-descobrir-se como parte fundamental da íntima relaçao que existe entre a humanidade e o cosmos. Este com suas estrelas exercem influencias em nosso mundo e em nós mesmos, razao pela qual todos os povos do mundo desde a sua origem tiveram a necessidade de conhecer a terra e o céu. A convergencia de rios nesse lugar fez o solo próspero e o território favorável para propósitos diversos. Entre eles, o mais notável, foi o de criar instrumentos de cálculo celeste, como ajuda para a identificaçao dos grandes momentos espaciais e beneficiando-se das forças do cosmos. Isso lhes permitia um crescimento interno capaz de levar-lhes pelo caminho do extase, como: experiencia de riqueza de tanto valor que somente os Iniciados podiam experimentar. A convergencia dos elementos da natureza é muito favorável: a terra fértil, a água que corre pelos sulcos de seus solos e o Sol gerando correntes de ventos surpreendentes. Por tudo isso definiram esse lugar como: Centro de Poder dos Elementares. Essas correntes sao realmente poderosas as quais tem despertado em seus visitantes emoçoes diversas. Se uma pessoa consciente visitar este santuário poderá realizar trabalhos energéticos de alta frequencia a tal ponto de vivenciar a experiencia do Sagrado. No medidor astronomico denominado Inkamisana há cinco protuberancias as quais projetam sombras a cada dia. É interessante a forma como essas sombras se movimentam nas datas de caráter astronomico. Nesse ponto há tres escadarias trabalhadas na mesma rocha as quais nos mostram uma vez mais a dedicaçao que os sábios tiveram por manter uma constante ideológica. A presença da água em todo esse santuário reflete uma perfeita combinaçao dos elementos da natureza, própria dos elevados conceitos de FENG SHUI que manejaram seus construtores. É o FENG SHUI CÓSMICO sendo a combinaçao dos elementos com a astronomia. Desde o Inkamisana até o outro grupo de observatórios localizados a Nordeste havia uma grande quantidade de nichos e assentos os quais com segurança estavam destinados a serem pontos de observaçao para os experts em cerimonias. Há também mesas, observatórios, altares e um grande trono com cortes lineares misteriosos em forma de losangos. A Oeste há o Templo do Sol, um lugar com grandes pedras talhadas e um muro principal (com sua parte central com símbolos em posiçao vertical), que se encontra de pé até os dias atuais. Há outra construçao que se identifica como o Templo da Lua com grandes blocos de pedras. Saindo desse templo há um trono que está voltado para Oeste. Esse templo Inka transmite uma harmonia muito grande, pois o elemento água causa uma alta vibraçao energética nesse lugar. |
| CHINCHERO E A CAVERNA DA PACHAMAMA Entre Cusco e Urubamba encontramos a este povo Inka onde encontramos uma distribuiçao de elementos que o convertem em um centro importante da administraçao e organizaçao inka frente à outras comunidades. maiores de Chinchero: desconhecidas pela abstraçao de suas formas e símbolos. Um caminho na parte baixa desse centro Inka nos leva à primeira waka. Esta contém labirintos interiores e ao maiores de Chinchero: desconhecidas pela abstraçao de suas formas e símbolos. Um caminho na acolhido no ventre materno da Pachamama. É um lugar de comunhao e de meditaçao. adentrar em um deles, localizamos pequenas passagens. Há um altar onde podem entrar duas pessoas comodamente. Pela forma desse altar nos transmite sensaçoes como a de estar sendo acolhido no ventre materno da Pachamama. É um lugar de comunhao e de meditaçao. Deixando o altar existe o caminho simbólico do Puma onde há tronos perfeitamente trabalhados, reconhecidos como lugares privados, propícios para a meditaçao. A partir daí encontramos uma passagem com escadas talhadas em rocha viva que nos conduzem uns metros para cima até o altar onde estao os animais de poder: um felino (puma), uma serpente e outro felino. Para sair dessa waka há uma porta voltada para um terraço onde existe um muro inka. Mais adiante há uma grande rocha que sugere a forma de uma cabeça (“o cérebro”). Na parte alta dessa rocha há escadas e tronos. As wakas descritas sao quase desconhecidas. MORAY, O CAMINHO SAGRADO DA PACHAMAMA Desde o povoado de Maras há uma estrada que nos leva até um lugar surpreendente por sua beleza e de diferente arquitetura. O cenário nos faz suspirar e reconhecer a habilidade que tiveram os seus construtores para criarem espaços sagrados em geografias tao magníficas. Há uma grande quantidade de terraços em distribuiçao circular dentro de uma fenda que se assemelha a uma cratera. Sao 12 sendo que: em direçao Norte as 5 superiores sao semi- circulares e as outras 7 sao circulares. A Sul há evidencias de canais que indicam trabalhos hidráulicos realizados no lugar e uma base retangular que podia ter sido a construçao de um depósito ou residencia daqueles que cuidavam do lugar. Em direçao Norte descobriremos outras bases de construçoes com pedras diversas. Mais adiante encontramos outro grupo de terraços circulares em número de sete. A Sudoeste existem outros terraços circulares, igual que na parte mais alta em direçao Sul, completando dessa maneira quatro grupos. A distribuiçao destes quatro grupos de terraços permite uma dinamica aérea e térmica a qual foi muito bem utilizada pelos agronomos andinos para os seus cultivos e experiencia natural. Entendendo que os Inkas eram amantes da beleza tiveram que combinar nesse lugar tecnologia e energia. Moray representa o coraçao de Pachamama. AS SALINAS DE MARAS Outro lugar com frequencias energéticas altíssimas pelo tipo de mineral que possui. Lugar conhecido desde muito tempo e através do qual os Inkas também se beneficiaram. Vale a pena recordar que os Andes possuem em sua geografia uma riqueza incalculável de flora, fauna e de minerais. E se algo faltava para que as sociedades organizadas realizassem uma vida de privilégio simplesmente ou criavam ou buscavam os cenários para encontrarem o que necessitavam. O sal é arrastado pela água temperada e se dirige através de uma rede de pequenos canais que o conduzem em direçao aos depósitos aonde a água descansa e por um processo térmico de evaporaçao deixa como resíduo o mineral em seu solo, pronto para ser recolhido. Sao em grande número esses depósitos onde se armazena a água que transporta o chamado por algumas sociedades do passado “ ouro branco” ou “ areia branca”. Formam assim uma grande quantidade de terraços. Especialmente no inverno andino é quando a colheita se converte mais próspera, permitindo ser feita uma seleçao da qualidade e depois de adicionar iodo está pronto para o seu consumo. |
















