Sacsaywaman, a Casa do Sol
Sacsaywaman representa na cultura andina o mais grandioso e fascinante
monumento que o homem da América construiu.

As pedras usadas pelos arquitetos Inkas na construção deste Templo do Sol chegam
a medir até 9 metros de altura e 6 m de largura que perfeitamente se ajustaram de
um lado a outro. O Templo tem mais de 1 kilometro de construção se consideramos a
montanha aonde está situado; encontramos portas e muros em forma de zigue-
zague, como que sugerindo a forma de uma Cobra ou do Raio.

O parque arqueológico onde está o Templo do Sol recebe o nome de Sacsaywaman e
nele também se encontram: Q`enqo (que significa labirinto), e é um centro cerimonial
e de culto para o Puma; Amaru Machay, Puca Pucara, Tambomachay e outros sítios
arqueológicos.

Neste parque temos o exemplo da rica arquitetura Inka e do alto conhecimento em
astronomia que alcançaram. Está localizado a 1 km da cidade de Cusco. Um dos
significados de Sacsaywaman é: em quetchua, “Falcão Satisfeito”, “Cabeça do
Puma”, e ideologicamente construíram três grandes terraças sobrepostas em forma
de zigue-zague, sendo que o número tres os relacionava com a terra e o céu. Os
cristaos utilizaram este importante templo como pedreira para certas construçoes
das igrejas e casas de Cusco.
Tours Exotiques
discovering the Andes
Esse é um dos maiores e surpreendentes monumentos que o homem já produziu em
toda a sua história. Grande com relaçao a magnitude de seu significado e nao de sua
extensao real. Esses sítios arqueológicos estao conectados a outros Centros de
Poder dos Andes.

Há denominadores comuns em relaçao a: concepçao espiritual, vivencia mágica, aos
alcances técnicos, a arquitetura organica, a arqueo-astronomia sagrada, a
experiencia shamanica do registro akáshico, a leitura genial das mensagens eternas
escritas em pedra e outros que a cada dia vem sendo interpretados.

Sacsaywaman se encontra em direçao a parte Norte da cidade de Cusco.
Fazendo uma leitura do que restou nessa área podemos dizer que há evidencias
físicas de que os invasores cristianos nao puderam destruir todas as suas
estruturas, refletindo a grandeza da Civilizaçao Andina. Foram os mestres em
planificaçao, arquitetura, engenharia, mecanica, matemáticas, e, sobretudo, na
ciencia da astronomia.

A palavra Saqsaywaman vem de duas palavras:
- Saqsa: Encrespado
- Uma: Cabeça
Saqsa Uma: Cabeça encrespada.

O significado guarda certa relaçao com a forma de um felino onde sua cabeça se
encontra em direçao ao Norte (como a cidade de Cusco). Esta cabeça é
simbolicamente encrespada devido à forma de seus muros que sugerem um zig-zag.
Seus muros com movimentos de serpentes sao em número de tres, o que nos leva
uma vez mais a encontrar a constante numérica sagrada nos Centros de Poder dos
Andes. No solstício de junho o Sol ilumina primeiro a cabeça do Puma (
Saqsaywaman), como que convidando a todos os iniciados que estiveram neste
lugar a despertarem para receberem as oportunidades de um novo amanhecer.

Em seus muros com a participaçao da criatividade e da imaginaçao podemos
encontrar uma grande quantidade de símbolos e formas. Algumas dessas estao se
convertendo em ícones ideológicos, tais como: flores, serpentes, pumas,
impressoes de pata de puma, figuras geométricas e outras. Os sábios andinos se
serviram também dessa arte abstrata para representar diferentes coisas. Devemos
recordar que quando uma sociedade tem a capacidade de expressar a sua história a
través da abstraçao e dos ícones, é porque chegaram a um nível de excelencia nas
comunicaçoes gráficas.

Em direçao ao Norte dos muros principais talharam no maciço de rochas um grupo
de assentos em número de treze. Se consideramos o assento mais alto entao
teremos nove em direçao ao Sul e tres em direçao ao Norte. O último se encontra no
centro. Há vários agrupamentos de rochas, alguns com tronos talhados nas pedras.
Há um túnel que simboliza a Pachamama ( a mae terra) na forma ondulada sugerindo
ser o caminho da serpente representando a capacidade de renascimento. Há
paisagens diversas, altares, uma diversidade de formas trabalhadas nas pedras e
espaços dispostos como cavernas.