A ARQUEOLOGIA E HISTORIA NO PERU
Cuando pensamos em Peru, nossa mente viaja e imaginamos Machu Picchu, e muitas veces,
pensamos antes em Machu Picchu que em Peru, como se fosse independente, já que o nome de
Machu Picchu é mais conhecido que o pais mesmo. Tambem relacionamos ao Peru so com a cultura
Inka; mas o Peru é muito mais que Machu Picchu e que os Inkas, é uma terra que deu origem a
muitas sociedades e algumas foram tao evoluidas que ni os Inkas, encontramos no seu solo as
expresoes de arte, arquitetura, astronomia, mecanica, fisica, ingenharia e uma pratica ritual ainda
presente.

A civilização Inca surgiu no periodo tardio do processo evolutivo andino, como a expresao do
desenvolvimento cultural dos Andes prehispánicos, a cual teve uma historia incompleta e aceita
popularmente e academicamente com não mais de 20 mil anos de antigidade sobre o território
americano.

Muitos seculos antes que os Inkas, os Chavín (1500 - 500 a.C.) na Serra Norte, lograram grandes
avanços em arquitetura, engenharía, astronomia, agricultura, arte e outros. No Litoral Norte, a
civilização Moche (200 a.C.- 700 d.C.) é reconhecida pela cualidade de sua cerámica e suas cidades
e templos feitos de adobe. Esse mesmo território foi logo cenário dos Chimú (900 - 1450), cuja
capital foi a cidade de Chan - Chan: considerada a cidade de barro mais grande do mundo, com
muros de ate uns 10 metros de alto e refinado arte e organizaçao. No Sul, temos a cultura Nasca
(200 a.C. - 900 d.C.), com suas impressionantes LINHAS, figuras gravadas sobre o deserto; tambem
são testimonio de este pasado, a cultura Paracas(800 a.C - 600 d.C), e seus fardos mortuorios,
belisimos e refinados tecidos que sao testemunho da visão mágica que regia a vida desta civilização.

Séculos depois, os mestres aimaras, avos dos Inkas (1200 - 1532) converteram Cusco em capital de
um novo ordem e civilização; no tempo os iniciados e astronomos orientaram a cidade para ter uma
alinhaçao astronomica, ordenamento que ainda hoje pode ser estudado. Foi nesta terra onde o mito
e historia se fundiram, e os caminhos dos Inkas, são uma mostra constante do espíritu andino,
sagrado e monumental.

Culturas Pre-Inkas
As culturas pre-Inkas assentaram-se ao Norte, Sul e ao Leste utilizando o solo andino em geral por
cuassi 5000 anos, os estudos realizados em Caral, no Litoral Norte nos monstra a riqueza de
sociedades organizadas. Algumas atingiram, com seu poder e influência, grandes áreas do território
peruano, ecuatoriano, boliviano e chileno, que quando decaíram, permitiram o florescimento de
pequenos centros regionais. Todas elas caracterizaram-se pela sua arquitetura, arte, cerâmica
utilitaria e ritual, pelo respeito da natureza e conciencia ecologica, tudo isto no final sumo para que
os Inkas fizeram a maior sintesis de tudos os conhecimentos.

Uma das primeiras civilizaçoes estabeleceu-se em Wantar (Ancash) no ano (1.500 - 200 a.C).
Sendo sua capital Chavín de Wantar, em cujas paredes e galerías ainda podese ver a simbologia e
arte deste povo.
A cultura Paracas (300 a.C - 700 d.C.) surgiu na Litoral Sul do Perú. Atingiu um importante
desenvolvimento na arte textil e a preservaçao dos corpos de seus mortos, assim como tambem um
alto nivel ritual.    
No Litoral Norte desenvolveu-se a cultura Moche (500 a.C - 600 d.C.). Sua influencia se
extendeu tanto ao Norte como ao Sul, e no seu solo tambem reinhou o Senhor de Sipán, um dos reis
de riquisima influencia e lider de povos conhecedores dos segredos do metal e do barro. Os wakos
retrato ou ceramios da cultura Moche com sua iconografia nos monstram ate o conhecimento de
anatomia que estes povos tinham.    
Na Serra Sul, a cultura Pukara e Tiwanaku (1500 a.C. - 700 d.C.) criaram suas capitais nas
proximidades do Lago Sagrado Titikaka. Foram tambem nataveis pela sua arquitetura e
conhecimentos de astronomia.
A cultura Nasca (300 a.C. - 900 d.C.), conquistou o deserto, e seus ingenheiros hidraulicos
cescubriram as fontes de agua da napa freatica e construiram aquedutos subterrâneos. Para seus
estudos astronomicos fizeram grandes figuras geométricas, disenhos de animais e outros simbolos
com finalidades estelares.
Os Wari (600 d.C.), se asentam tambem no Sul do Peru e introduzem o modelo urbano no território
de Ayacucho e expandeu sua influência ate as terras de Cusco.    
A refinada cultura Chimú (700 d.C.), se asentou proximo ao mar; trabalhou o ouro e outros metais
e construiu a cidade de barro mais grande do mundo chamada Chan Chán, localizada em Trujillo.    
A cultura Chachapoyas (800 d.C.), criou sua capital em Kuelap, e construio no topo de uma sorte
de meseta sua cidade, desde onde tenham dominho do horizonte assim como ter uma posiçao
virtualmente privilegada para estudos do ceu. Com segurança que a agricultura foi tambem base
para sua economia.

Os Inkas  
A cultura Inka (1.200 -1.532 d.C.) foi a civilização mais importante da América do Sul. A organização
econômica e social foi tao evoluida para esse tempo que os cristaos ao chegarem nesta terra
tiveram medo e utilizaram a força para tentar erradicar tuda esta riqueza.

Os Inkas reverenciaram à terra como sua mae (Pachamama) e ao Sol (Inti) como ao dador de vida.
O Inka, era o iniciado por exelencia, e considerava-se filho do Sol; as lendas de orígem dos Inkas
relatam que Wiraqocha envía seus filhos (Mallku Qhapak e Mama Ocllo) a fundar o novo centro, o
Taypi, o Qosqo (Cusco), a que seria mais em frente a cidade sagrada e capital do Tawantinsuyo.

Se organizaram em ayllus, ou comunidades; estes eram o núcleo central, familiar e territorial da
população. O Inka mobilizava grandes quantidades de população como prêmio ou castigo com
finalidades territoriais e de expansão; os sabios entenderam que so se crece na diversidade e
utilizaram os conhecimentos das culturas desenvolvidas com anterioridade para crear novas e
melhores tecnologias. O grupo de parentesco do Inka era a panaka, que estava integrada pelos
parentes e seus descendentes, com exceção de aquele que converter-se-ia em Inka e formaria uma
nova panaka, os membros das panakas eram os nobres Inkas, encabeçados pelo rei mesmo. Os
cronistas cristaos do século XVI e XVII escreveram que os Inkas foram treze: desde o legendário
Mallku Qhapak até o lider guerreiro Atawallpa, quem fora asasinado pela corte de Pizarro no
processo de invasao.

O Encontro de dois Mundos
O encontro da sociedade Inka com a cultura crista, iniciou-se com a invasao espanhola no século
XVI. Em 1532, Francisco Pizarro e seu exercito capturaram Atawallpa em Cajamarca. O Vice-reinado
de Perú foi criado em 1542 depois de uma confrontação entre os próprios invasores e a Coroa
espanhola. O processo de assentamento espanhol consolidou-se no século XVI com o vice-rei
Francisco de Toledo quem, a partir de suas ordenanças, assentou o fundamento para a economía
colonial: o sistema de contrôle de mão de obra indígena (mita) para a minería e a produção
artesanal. Estas atividades, junto com o monopólio mercantil, foram a base da economia colonial.
Mais o câmbio de dinastia e as reformas borbónicas do século XVIII criaram disconformidade entre
muitos setores sociais. A mais importante das rebeliões indígenas foi a de Túpac Amaru II, que
motivou a geração de movimentos creolhos que no siglo XIX independizaram a America do Sul. Até o
século XVII o Vice-reinado do Perú abarcou o território que estendía-se desde Panamá até a Terra
do Fogo.

No fanatismo cristao de aquele tempo, a igreja com a prédica dos sacerdotes, tentaram sustificar as
crenças pagas e insinuaram que criou-se um sincretismo, mas nunca na igreja os curas cristao
levaram a pratica o tipo de ritualista andina, pelo cual a disculpa do sincretismo é uma armaçao
antropoliga justificada pela igreja mesma, condiçao que no tempo contemporaneo não tem mudado.
Junto com os espanhóis, chegou também a Perú a raça negra, que somada à povoação indígena e
espanhola, forma parte do tecido social e racial do país.    

O Nascimento do Estado Peruano
Na armaçao colonial, o Perú foi declarado país independente por Don José de San Martín em 1821 e
em 1824 Simón Bolívar terminou com as guerras da independência. Literalmente o que aconteceu
foi que de maos cristas e espanhoas, a administraçao economica e social do pais pasou a maos de
creolhos e cristaos e essas condiçoes não tem mudado ate o dia de hoje.

Ao redor de 1860, graças às receitas do guano, algodão e açúcar, pôde-se prescindir da
contribução indígena e a escravatura dos negros. Chegam chineses e europeios para ampliar a mão
de obra e se integrar a nossa sociedade. O país é unido com ferrovias e com Manuel Pardo como
presidente, organiza-se o primeiro regime civil de Perú. Os primeiros japoneses chegaríam a fins do
século.

No século XIX, em 1879 o país foi sacudido pela guerra chamada do Pacifico, que enfrentou a treis
paises: O Chile, a Bolivia e o Peru. As consecuencias foram uma dura crise econômica e um
caudilhismo militar que deu poucas oportunidades a governos civis para governar. O Perú sintindose
derrotado fica em bancarrota e depois de um novo apogeu do caudilhismo militar, voltam os civis,
dando lugar ao periodo chamado a "República Aristocrática": a economía é dominada pela elite
terratenente e implanta-se um modelo exportador no qual o éxito da explotação do caucho renovou
o mito do Dorado.

O Século XX
Os primeiros anos do século XX estiveram marcados por uma longa ditadura civil encabeçada por
Augusto Leguía. O projeto de modernizar o país, de criar obras para uma "Patria nova" endividou o
Estado, que não pôde se enfrentar ao crac de 1929. Foi também uma temporada de abundante
criação inteletual, simbolizada pelo fundador do APRA, Víctor Raúl Haya de la Torre e José Carlos
Mariátegui, criador do pensamento socialista peruano e núcleo da labor inteletual e artística do país
durante sua curta vida.    

Após a queda de Leguía, ressurge o militarismo que, ao parecer, tivesse chegado a seu fim con os
governos de Prado em 1939 e Bustamante y Rivero em 1945; mas em 1948 inicia-se um novo
governo militar com Manuel Odría. Durante oito anos, as grandes obras públicas misturaram-se com
uma dura represão política. Perú, no seu empenho por estabelecer uma relação harmoniosa com os
países vizinhos, tem superado cualquer conflito fronteiriço. As condições de navegação no río
Amazonas motivaram acordos com Brasil, até que em 1909 foi completada a determinação das
fronteiras entre os dois países. Após uma longa discusão, o tratado fronteiriço com Colômbia foi
aprovado pelo congresso em 1927 e foi otorgado aos colombianos a saída ao Amazonas. Em 1929,
após as disputas territoriais com Chile, frutos da guerra, a disposição por renovar as relações
conduz à assinatura do tratado pelo qual Tacna voltou a Perú.    

A demarcação territorial com Bolivia ficou definida de mútuo acordo em 1932. Finalmente, após
vários conflitos bélicos e controvérsias diplomáticas com o Equador, Perú, em 1999, logrou fazer
prevalecer o "Protocolo de paz, amizade e límites" assinado em 1942, fechando o último capítulo de
disputa pelo território da cordilheira do Kóndor e reforçando a amizade com Ecuador.  

Em 1968 as Forças Armadas, com um golpe de estado, depuseram ao Presidente da República
daquela época, Fernando Belaúnde. Os primeiros anos desta ditadura militar foi diferente de suas
contemporâneas latinoamericanas pela sua inspiração socialista. Encabeçada pelo geral Juan
Velasco, planteou uma política de expansão estatal que devía solucionar os grandes problemas que
empobrecíam o país. Con esse objetivo, o petróleo foi estatizado e também os meios de
comunicação e realizou-se uma reforma agrária. Foi sucedido por Francisco Morales Bermúdez,
quem, pressionado pela população, convocou a uma Assambléia Constituinte.

Em 1980 Belaúnde é eleito de novo, mas a crise que vivem os setores mais pobres do país motivou
o nascimento de dois movimentos subversivos que durante 12 anos sacudiram Perú com sua
violência. Depois do governo de Alan García (1985-1990) o presidente Alberto Fujimori, eleito em
1990, fechou o congresso em 1992 e decretou um governo de emergência. Após sua terceira
reeleição no ano 2000, o reclamo da cidadanía exigiu novas eleições, para o qual se estabeleceu o
governo de transição democrática do presidente Valentín Paniagua. Em julho do 2001 o Dr.
Alejandro Toledo Manrique assumiu o mando como Presidente Constitucional da República.  
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